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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Sistema Internacional de Unidades (SI)

Sistema Internacional de Unidades (SI)

Em outubro de 1960, a maioria dos países concordou em adotar oficialmente o Sistema Internacional de Unidades (SI). Esse sistema é o resultado de um criterioso estudo coordenado pelo Bureau Internacional de Pesos e Medidas (www.bipm.fr), sediado em Sèvres, na França.
O SI define sete unidades básicas e, com base nelas, são definidas as outras unidades de medida, consideradas unidades derivadas.

As sete unidades básicas do SI
Grandeza
Unidade Símbolo Definição
Comprimento Metro m O metro é a distância percorrida pela luz no vácuo durante o intervalo de tempo de 1/299.792.458 de segundo.
Massa Quilograma kg O quilograma é a unidade de massa igual à do protótipo internacional armazenado no Bureau Internacional de Pesos e Medidas.
Tempo Segundo s O segundo é a duração de 9.192.631.770 períodos de radiação correspondentes à transição entre dois níveis hiperfinos do estado fundamental do átomo de césio 133.
Corrente elétrica Ampere A O ampere é a corrente elétrica constante que, aplicada em dois condutores paralelos de comprimento infinito e seção circular desprezível colocados a uma distância de um metro no vácuo, produz uma força igual a 0,0000002 newton por metro de comprimento de condutor.
Temperatura Kelvin K O Kelvin, unidade termodinâmica de temperatura é a fração 1/273,16 da temperatura do ponto tríplice da água.
Quantidade de matéria Mol mol O mol é a quantidade de matéria de um sistema que contém o mesmo número de entidades que o de átomos existentes em 0,012 kg de carbono 12. Quando o mol é utilizado, deve-se especificar a que entidade se faz referência. Por exemplo: átomos, moléculas, íons, elétrons, prótons, etc..
Intensidade luminosa Candela cd A candela é a intensidade luminosa em dada direção de uma fonte que emite radiação monocromática de freqüência 540 X 1012 Hertz e tem uma intensidade radiante de 1/683 watt por estéreo radiano.

Unidades derivadas do SI
Grandeza derivadas do SI Unidade Símbolos Expressão em função de outras grandezas derivadas do SI Expressão em função de grandezas básicas do SI
Ângulo plano Radiano rd
m.m -1 =1
Ângulo sólido Estéreo radiano sr  
m . m 2 =1
Freqüência Hertz Hz
S -1
Força Newton N
m.kg.s -2
Pressão Pascal Pa
N/m 2
m -1 .kg.S -2
Energia Joule J N.m
m 2 .kg.S -2
Potência Watt W J/s
m 2 .kg.S -1
Carga elétrica Coulomb C S.A
Potencial elétrico Volt V W/A
m 2 . kg.S 3 .A -1
Capacitância Faraday F C/V
m -2 . kg -1 .s 4 A 2
Resistência elétrica Ohm V/A
m 2 . kgS -3 A -2
Condutância elétrica Siemens S A/V
m -2 . kg -1 S 3 A 2
Fluxo magnético Weber Wb V.s
m 2 . kg.S -2 .A -1
Densidade de fluxo magnético Tesla T
Wb/m 2
kg.S -2 A -1
Indutância Henry H Wb/A
m 2 . kg.S -2 .A -2
Temperatura Celsius Graus Celsius ºC K
Fluxo luminoso Lúmen lm cd.sr
m 2 . m -2 .cd=cd
Iluminância Lux lx
lm/m 2
m 2 m -4 cd=m -2 cd
Atividade radioativa Becquerel Bq
S -1
Radiação absorvida ou energia absorvida Gray Gy J/kg
m 2 . S -2

Prefixos

As unidades do SI podem ser associadas a prefixos para representar múltiplos e submúltiplos da unidade. Os prefixos oficiais são os seguintes:
Fator de multiplicação Fator de multiplicação em notação científica Prefixo Símbolo
1.000.000.000.000.000.000.000.000
10 24
yotta Y
1.000.000.000.000.000.000.000
10 21
zetta Z
1.000.000.000.000.000.000
10 18
exa E
1.000.000.000.000.000
10 15
peta P
1.000.000.000.000
10 12
tera T
1.000.000.000
10 9
giga G
1.000.000
10 6
mega M
1.000
10 3
quilo k
100
10 2
hecto h
10
10 1
deca da
0,1
10 -1
deci d
0,01
10 -2
centi c
0,001
10 -3
mili m
0,000001
10 -6
micro µ
0,000000001
10 -9
nano n
0,000000000001
10 -12
pico p
0,000000000000001
10 -15
femto f
0,000000000000000001
10 -18
atto a
0,000000000000000000001
10 -21
zepto z
0,000000000000000000000001
10 -24
yocto y
Você pode encontrar mais informações sobre o Sistema Internacional no site oficial do Bureau Internacional de Pesos e Medidas (www.bipm.fr).

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Conheça o experimento científico mais difícil da história!!!

Começou o experimento científico mais difícil da história
Professor Jon Petter Omtvedt hopes to extend the periodic table with elements 119 and 120 [Imagem: Yngve Vogt/Apollon-UiO]


Começou o experimento científico mais difícil da história
O berquélio tem sido um elemento crucial para a sintetização dos elementos super-pesados. [Imagem: ORNL]


Começou o experimento científico mais difícil da história
Uma vez criado, o novo elemento super-pesado iniciará uma rápida cascata de decaimento, reduzindo-se a elementos mais leves. [Imagem: Kwei-Yu Chu/LLNL]

Criação de elementos químicos

O LHC pode ser o maior, o mais caro e o mais aguardado experimento científico da história.
Mas ele não parece ser o mais difícil que já foi feito.
Dois grupos internacionais de cientistas deram a largada para aquele que é considerado o experimento científico mais difícil da história: criar elementos químicos super-pesados, na fronteira da Tabela Periódica.
Todos os elementos químicos mais pesados do que o ferro são criados em supernovas - uma supernova é uma explosão estelar que produz energias descomunais.
Apenas para comparação, a energia do Sol é tão baixa que ele só consegue formar os elementos mais leves, bem início da Tabela Periódica.

Elementos químicos super-pesados

Os chamados elementos super-pesados são aqueles com um número atômico acima de 104. Todos os elementos de número atômico maior do que 94 são sintéticos. Recentemente, os cientistas obtiveram os elementos 117 e 118.
Mas agora chegou a agora de tentar sintetizar o 119 e o 120.
O grande desafio é que os cientistas afirmam que será necessário superar os limites da tecnologia atual para conseguir sintetizar elementos tão pesados e de vida tão curta.
Embora, em tese, seja suficiente sintetizar um único átomo dos novos elementos, isto não seria suficiente para ser aceito como prova científica.
"Ninguém terá nenhum reconhecimento até que outro laboratório consiga recriar o experimento. No pior caso, pode levar várias décadas antes que o experimento seja verificado," disse Jon Petter Omtvedt, membro da equipe membro da "equipe ocidental".
Eles estão trabalhando no Centro Helmholtz de Pesquisas de Íons Pesados, na Alemanha, um laboratório quase tão grande quanto o LHC, mas dedicado a pesquisas nucleares.
A outra equipe, que trabalha no Instituto de Pesquisas Nucleares de Dubna, na Rússia, tem a seu favor o fato de já ter descoberto seis elementos super-pesados.

Meia-vida dos elementos

Quanto mais pesado um elemento mais difícil e mais demorado é para sintetizá-lo, uma vez que os cientistas dependem de decaimentos radioativos que variam conforma a meia-vida dos elementos.
Quando os cientistas descobriram o elemento 106, eles conseguiam criar um átomo por hora, cuja meia-vida era de 20 segundos - isto significa que, em 20 segundos, o elemento se decompunha em elementos menores, bem antes que o segundo átomo pudesse ter sido produzido.
No caso de elemento 119, os cálculos indicam que será possível produzir um átomo por mês, cada um com uma meia-vida de 1,8 milissegundos.
"Há indícios muito firmes de que se tornará ainda mais difícil produzir átomos mais pesados. Além disso, nós devemos esperar meias-vidas ainda mais curtas," afirmou Omtvedt.
Fusão de berquélio e titânio
A corrida pela criação do elemento 119 começou no mês passado, quando o Laboratório Nacional Oak Ridge, nos Estados Unidos, produziu 20 miligramas de berquélio.
O berquélio tem número atômico 97, sendo, portanto, um elemento sintético, só podendo ser produzido em reatores nucleares muito especiais. Mais pesado do que o urânio, ele é muito difícil de ser produzido em concentrações muito puras.
Cada uma das duas equipes recebeu 10 miligramas de berquélio.
Para tentar criar o elemento 119, os dois grupos vão bombardear uma placa de metal salpicada de berquélio com átomos de titânio. E os dois grupos vão ter que trabalhar depressa, já que o berquélio tem meia-vida de 320 dias.
O objetivo é tentar fazer com que um átomo de titânio funda-se com um átomo de berquélio.
O titânio tem número atômico 22, enquanto o berquélio tem número atômico 97. Ou seja, juntos eles poderão formar um átomo com 119 prótons, exatamente o número necessário para formar o novo elemento.

Experimento científico mais difícil da história

Tudo parece ser muito fácil, não fosse o fato de que disparar átomos de titânio é algo extremamente difícil.
E esta é uma das razões que justificam a reivindicação dos cientistas de que este é o experimento científico mais difícil da história.
"Nós temos alguns segredos que não vamos compartilhar com os outros. Será como bombardear uma placa com bolas de bilhar, mas a probabilidade de um choque direto [entre um átomos de titânio e um átomo de berquélio] é extremamente baixa, disse Omtvedt.
Na verdade, é uma probabilidade menor do que ganhar sozinho na loteria.
Principalmente porque não pode ser qualquer choque, deve ser um choque frontal - na maioria dos choques, os átomos vão simplesmente ricochetear um no outro ou serão os dois destruídos.
Entra em cena então o segundo desafio: será necessário detectar o tal átomo de meia-vida extremamente curta.
Enquanto os cientistas calculam que poderão produzir um átomo do elemento super-pesado 119 por mês, ocorrem naturalmente cerca de 100.000 eventos nucleares na placa usada no experimento... por segundo.

Fronteira final da Tabela Periódica

A única forma de descobrir que ganham na loteria, ou melhor, de detectar que o elemento 119 foi formado, é medindo o decaimento radioativo do novo elemento, quando sua vida chega ao fim e ele se decompõe em átomos mais leves.
"Isto significa que nós não poderemos detectar o átomo até que ele tenha se destruído. Antes disso não dá," explicou o pesquisador.
Também não é assim tão simples: ao decair, um elemento produz elementos-filhos mais leves. Além de ser muito rápido, este é um evento em cadeia - uma cadeia de eventos que pode avançar por cinco, seis, sete ou até oito "gerações".
E os cientistas somente poderão ter certeza de que o elemento 119 foi produzido quando eles detectarem uma cadeia de eventos ocorrendo de uma forma muito precisa, que não deixe dúvidas sobre o átomo ancestral.
"Uma das maiores e mais instigantes questões é descobrir até onde poderemos continuar criando átomos mais pesados. Mesmo que seja extremamente difícil criar os elementos 119 e 120, nós não acreditamos que esses elementos marcarão a fronteira final da Tabela Periódica," concluiu Omtvedt.
Vários dos elementos sintéticos ainda não têm nome. Uma proposta recente pretende dar os nomes de Flerovium para o elemento 114 e Livermorium para o elemento 116.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Prêmio Nobel de Química 2011

Nobel de Química 2011 vai para descoberta dos quase-cristais

Pesquisa do israelense Daniel Shechtman trouxe uma mudança de mentalidade na Química tradicional, dizem organizadores do prêmio

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Nobel de Química 2011 vai para descoberta dos quase-cristais Pesquisa do israelense Daniel Shechtman trouxe uma mudança de mentalidade na Química tradicional, dizem organizadores do prêmio
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Nobel de Química 2011 vai para descoberta dos quase-cristais Pesquisa do israelense Daniel Shechtman trouxe uma mudança de mentalidade na Química tradicional, dizem organizadores do prêmio
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A Academia Real de Ciências da Suécia deu na manhã desta quarta-feira (5) o Nobel de Química ao israelense Daniel Shechtman, 70 anos, do Instituto de Tecnologia de Israel, em Haifa, pela descoberta dos chamados quase-cristais.


De acordo com os organizadores do prêmio, a pesquisa de Shechtman trouxe uma mudança de paradigma de como os átomos são organizados em materiais sólidos. “Ao contrário da crença prévia de que átomos ficam dentro de cristais em padrões simétricos, Schechtman mostrou que eles poderiam se organizar em um padrão que não se repetia,” explicou a academia.
“Sua descoberta foi extremamente controversa. Enquanto defendia sua descoberta, foi demitido de seu grupo de pesquisa. No entanto, sua batalha eventualmente forçou cientistas a rever a própria natureza da matéria”.
Schechtman foi comunicado que gnhou o prêmio durante o anúncio, mas ao contrário do costume, a ligação não foi ao vivo. Os organizadores afirmaram que ele ficou extremamento surpreso com a honraria e que já havia desistido de ganhar o Nobel um dia.
O prêmio de Química encerra a parte científica dos prêmios Nobel deste ano. Ontem foi anunciado o Nobel de Física, que será dado aos astrônomos Saul Perlmutter, Brian Schmidt e Adam Riess, que descobriram a aceleração da expansão do universo a partir da observação de supernovas distantes.
O Nobel de Medicina or Fisiologia, foi anunciado na segunda-feira, e será dividido pelo americano Bruce Beutler, o franco-luxemburguês Jules Hoffmann e o canadense Ralph Steinman, falecido na sexta-feira passada.

A rodada de anúncios destas distinções seguirá amanhã, com o prêmio de Literatura, na sexta-feira será a vez da divulgação do prêmio da Paz e finalmente, na próxima segunda-feira, o de Economia.

Veja a lista dos vencedores do Prêmio Nobel de Química dos últimos 10 anos:

2010: Richard Heck (EUA), Ei-ichi Negishi e Akira Suzuki (Japão)
2009: Venkatraman Ramakrishnan e Thomas Steitz (EUA), Ada Yonath (Israel)
2008: Osamu Shimomura (Japão), Martin Chalfie e Roger Tsien (EUA)
2007: Gerhard Ertl (Alemanha)
2006: Roger Kornberg (EUA)
2005: Yves Chauvin (França), Robert H. Grubbs e Richard R. Schrock (EUA)
2004: Aaron Ciechanover e Avram Hershko (Israel) e Irwin Rose (EUA)
2003: Peter Agre e Roderick MacKinnon (EUA)
2002: John Fenn (EUA), Koichi Tanaka (Japão) e Kurt Wuethrich (Suíça)
2001: William Knowles, K. Barry Sharpless (EUA) e Ryoji Noyori (Japão)


http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/nobel-de-quimica-2011-vai-para-descoberta-dos-quasecristais/n1597257248466.html, acesso em 05 Out. 2011, às 08:25.

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